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Carreira e finanças

7 frases que demonstram insegurança e devem ser evitadas no trabalho

Do UOL, em São Paulo

23/01/2017 09h46

Em tempos de instabilidade geral, o desemprego já chegou à casa dos 12 milhões de brasileiros. E quem não transmite segurança para lidar com os diferentes desafios que surgem no dia a dia de trabalho tem mais chances de engrossar essas estatísticas. A postura fica evidente em todas as comunicações, orais ou por escrito, e pode prejudicar a credibilidade diante de colegas e gestores. O UOL conversou com especialistas em carreira e listou as frases que demonstram vulnerabilidade. Se usadas em excesso, elas podem colocar sua posição em risco.

1 “Desculpe, mas preciso pedir...”

Desculpar-se antes de dizer algo demonstra grande necessidade de validação. Quem inicia uma conversa assim também pode passar a sensação de que há algo errado no conteúdo que virá a seguir, contribuindo para instalar um clima de desconfiança. De acordo com Larissa Meiglin, supervisora de Assessoria de Carreira da Catho, ir direto ao ponto e pedir logo o que necessita é a melhor saída. Para passar seriedade e confiança, formule algo como: “Pode fazer isso, por gentileza?”.

2 “Sei que a pergunta é boba, mas o que é...”
Não menospreze suas dúvidas. Afinal, se o próprio interlocutor considera irrelevante o que deseja saber, qual a razão de demandar tempo de outro profissional para esclarecer tal ponto? Seja qual for, seu questionamento deve ser feito no momento adequado e pode ser importante para confirmar ou alinhar uma decisão que impactará o futuro da empresa. De acordo com Alexandre Slivnik, diretor do IBEX (Institute for Business Excellence) e do IDEPRO (Instituto de Desenvolvimento Profissional), perguntar é, na verdade, uma ótima maneira de mostrar-se participativo. Para causar um impacto totalmente diferente, diga apenas: “Gostaria de confirmar com você...”.

3 “Pode ser que eu esteja errado, mas...”
A frase expressa dúvida e falta de preparo, o que imediatamente diminui a credibilidade diante do interlocutor. Segundo Meiglin, no mundo corporativo, as certezas são importantes: ou o profissional sabe ou não sabe. “Se ainda está estudando ou planejando, seja verdadeiro e diga que os dados devem passar por um estudo ou, então,  apresente os resultados parciais”, orienta a especialista. Nas demais situações, seja objetivo e exprima sua opinião sobre o assunto afirmando: “Minha percepção é...”.

4 “Tivemos um probleminha com...”
O uso do diminutivo ao explicar situações ou justificar resultados mostra que o profissional não se sente confortável com o dado informado e quer mascarar a realidade. “Conte o que aconteceu, ressalte que identificou o problema e, principalmente, diga qual é o plano de ação que aplicará para que isso não volte a acontecer”, aconselha Meiglin. Para demonstrar confiança e competência, inicie a conversa com a seguinte expressão: “Identifiquei um problema...”.

5 “Não sei se vou dar conta, mas...”
Se você está sendo escalado para desempenhar novas atividades é sinal de que seus gestores confiam na sua capacidade de assumir esses desafios. Porém, se você se mostrar receoso diante da investida poderá deixá-los em dúvida sobre a viabilidade da decisão tomada. Para não correr o risco de ficar sobrecarregado, mas ao mesmo tempo demonstrar potencial para executar as tarefas solicitadas, a orientação de Luis Fernando Martins, diretor da Hays Response, empresa de seleção de talentos, é se prontificar a assumi-las para, num segundo momento, mostrar ao seu gestor como estão as suas demandas. Por último, alinhe com ele as prioridades. Basta perguntar: “Qual tarefa devo priorizar nesse momento?”.

6 “Pelo que fiquei sabendo...”
Repassar informações que não são suas sem verificar se são verdadeiras pode prejudicar sua credibilidade, principalmente se o conteúdo da comunicação for relevante. É o alerta de Marcos Vono, gestor de recursos humanos da Oper Group, companhia que presta consultoria de desenvolvimento humano e organizacional. Se não for possível guardar a informação até confirmar se ela tem consistência ou não, ao menos diga que está verificando o que ouviu. Usar a frase: “Embora ainda esteja checando a veracidade dos fatos, ouvi algumas informações...” é muito mais apropriado.

7 “Eu acho...”
Se não tem certeza de algo, diga que não se sente confortável para falar sobre o assunto e que vai se informar a respeito antes de tomar partido. A expressão “eu acho” transmite insegurança e pode dar a entender que o profissional quer fugir da responsabilidade. “É como se a pessoa se ausentasse da culpa, caso algo dê errado”, diz Meiglin. Segundo Slivnik, a palavra “entendimento” é mais apropriada, pois demonstra embasamento conceitual e, por isso, passa credibilidade. Substitua a expressão por “No meu entendimento, ...”.

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