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Baby blues ou depressão pós-parto? Saiba qual é a diferença

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Com o nascimento do bebê, a mulher sofre uma queda nos hormônios que pode levar ao baby blues Imagem: Getty Images

Thamires Andrade

Do UOL, em São Paulo

25/07/2016 07h05

A maior parte dos hormônios da gravidez é secretada pela própria placenta. Portanto, logo que o bebê nasce, o nível de hormônios no corpo da mãe cai 200 vezes. Essa diminuição repentina desestabiliza os neurônios e provoca o baby blues ou blues puerperal.

Trata-se de um estado de tristeza ou irritação leve que acomete 85% das mulheres no pós-parto. Durante esse período, a mãe se sente bem e feliz com o nascimento do filho, mas, mesmo assim, tem rompantes de choro. Ao ser questionada sobre o porquê de estar chorando, ela não consegue elaborar o motivo.

O normal é que o baby blues desapareça 15 dias após o parto. Caso os sintomas persistam ou se acentuem, é provável que a mulher esteja com depressão pós-parto, doença que acomete 15% das mulheres no puerpério.

Neste quadro, a mulher pode tanto rejeitar o bebê quanto superproteger a criança, não deixando que ninguém a toque, nem mesmo o próprio pai. É papel, tanto dos obstetras durante as consultas de rotina quanto dos familiares, identificar essas mudanças no humor da mãe para encaminhá-la a um especialista.

Os pediatras também são profissionais capacitados para observar sinais de alteração nos campos emocional e psicológico da mãe.

É importante obter um rápido diagnóstico para que a gestante possa se tratar, dar conta de cuidar do bebê e aproveitar esse momento precioso.

O tratamento para a depressão pós-parto é medicamentoso e compatível com a amamentação. Os especialistas também indicam psicoterapia para que a nova mãe aprenda a lidar com a culpa.

Um dos fatores de risco para a depressão pós-parto é o confinamento das mães em casa com os bebês. Para evitar isso, os médicos recomendam que elas saiam para tomar sol e que tirem pelo menos uma hora do dia para si.

Mas o risco da depressão não se limita aos dias após o parto. Até o segundo ano de vida do bebê as mães são mais suscetíveis a ter a doença.

Consultoria: Carolina Ambrogini, ginecologista e obstetra; Ana Merzel Kernkraut, psicóloga e coordenadora de Psicologia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo; Moises Chencinski, pediatra e membro do Departamento de Aleitamento Materno da SPSP (Sociedade de Pediatria de São Paulo).

 

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