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Cosméticos sem glúten: marketing ou necessidade?

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Imagem: Thinkstock

Do UOL, em São Paulo

30/09/2013 18h14

Em meio às tão comentadas dietas que excluem alimentos que contêm glúten na formulação, a revista Allure - especializada em beleza - levantou a questão: os cosméticos lançados com essa mesma linha restritiva estão apenas se aproveitando da onda publicitária? Ou cortá-los também dos produtos de beleza pode trazer benefícios à nossa saúde?

O glúten, uma proteína encontrada no trigo, no centeio e na cevada, deve ser evitado por dois tipos de pessoas: as que são alérgicas e as que possuem algum tipo de sensibilidade a ele. Ambos os casos são diagnosticados por meio de exames, consultas médicas e testes de adaptação à uma alimentação sem esses alimentos. Por diminuir o ritmo da digestão, ele vem sendo cortado da dieta também por quem quer perder peso.

Para a indústria de beleza, é sabido que o glúten integra a composição química de alguns produtos como xampus, hidratantes e batons. Mas será que, usados de forma externa, eles trazem algum risco? A suspeita tem fundamento, afinal, alguns celíacos percebem os males da intolerância na pele, em forma de coceiras e erupções na pele. Entrevistado pela revista norte-americana, o médico Peter Green, diretor do Centro de Estudos da Doença Celíaca do Centro Médico da Universidade Columbia, em Nova York, desfaz o mito: "Acreditamos que as pessoas que têm a doença não tem que evitar o contato da pele com glúten de forma externa. Atualmente não há estudos, mas por se tratar de uma doença cujo grau de cada um é auto-diagnosticável, você tem que testar o produto que comprou para sentir se ele lhe faz algum mal". Quem não é portador, portando, não deve se preocupar.

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