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Livre de formol, tratamento promete alisar o cabelo sem prejudicar a saúde

Acervo pessoal
A produtora executiva Nathalia Gladek, 30 anos, de Barueri (SP), que fez a primeira exoplastia em junho Imagem: Acervo pessoal

Simone Ota e Aline Dini

Do UOL, em São Paulo

23/08/2013 08h00

Para quem ainda não tem uma técnica de alisamento para chamar de sua, seja porque morre de medo do formol ou não encontrou nenhuma que deixasse o efeito liso natural, a exoplastia pode ser uma esperança. O tratamento, que tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está sendo usado desde o início do ano em alguns salões de beleza, inclusive os frequentados por celebridades, foi desenvolvido pelo cirurgião plástico Ricardo Kacowicz, de Barueri (SP), em parceria com o seu pai, José Kacowicz, que durante mais de 20 anos desenvolveu cosméticos para a pele. “Foi ele quem tem teve ideia de reduzir ao máximo o tamanho da molécula de colágeno e carregá-la com íons positivos antes de aplicar na fibra capilar”, conta o médico.

Assim nasceu o exovitin, um ativo que promete penetrar nas escamas do fio e se ligar às proteínas naturais do cabelo modificando seu formato. “Antes dele testamos várias substâncias, mas os efeitos não eram satisfatórios. Já com o exovitin percebemos que o resultado é cumulativo, ou seja, a cada aplicação o cabelo fica mais liso”, diz Ricardo Kacowicz.

Opinião de quem testou
Antes de anunciar a novidade para as clientes, a cabeleireira e cosmetóloga Cris Dios, do salão Laces and Hair, em São Paulo, conta que experimentou a exoplastia por seis meses em vários tipos de cabelo. “Realmente, o fio fica liso, macio e saudável. No entanto, como o poder de alisamento da técnica não é tão forte, quem é cacheada ou crespa não vai ter resultado na primeira aplicação, que pode ser repetida a cada dois ou quatro meses”, diz a especialista. “Outra desvantagem é o pH ácido, que interfere na pigmentação do cabelo. Daí a recomendação de fazer primeiro o alisamento e, depois, a tintura”, completa Cris.

O cabeleireiro Charles Veiyga, do salão C.Kamura, em São Paulo, é outro que aprovou a técnica. “Além do cabelo ficar liso e com movimento, a exoplastia não libera fumaça na hora da escovação e não tem cheiro desagradável”, afirma. Essa mesma vantagem foi apontada pela produtora executiva Nathalia Gladek, 30 anos, de Barueri (SP), que fez a primeira exoplastia em junho. “Duas coisas chamaram minha atenção: primeiro, que meus olhos não arderam nem lacrimejarem durante o tratamento, e, segundo, que meu cabelo não só ficou liso como também mais hidratado e com muito menos frizz e pontas duplas”, comemora Nathalia.

Para o investimento durar mais
Boa parte da aplicação da exoplastia é feita no lavatório: após a lavagem da cabeça, o alisante à base de colágeno é aplicado mecha a mecha, seguido de uma massagem. Após meia hora o cabelo é lavado e a cliente vai para a cadeira. Lá, a umidade é retirada com a ajuda do secador e só depois o cabeleireiro faz a escova e, por último, passa a chapinha 12 vezes em cada mecha.

Segundo o fabricante, a exoplastia é indicada para todos os tipos de cabelo, exceto os muito danificados. “Nesse caso é recomendável fazer uma reconstrução capilar antes para reestabelecer as ligações proteicas do fio”, avisa o cirurgião plástico Ricardo Kacowicz. Quem tem sensibilidade no couro cabeludo também pode fazer, mas é esperado que sinta um ligeiro desconforto, igual ao provocado pela tintura.

As hidratações profundas também são bem-vindas, mesmo que o cabelo esteja com aspecto saudável. “O tratamento, se agendado a cada 15 ou 30 dias no salão, valoriza o alisamento”, lembra Cris Dios, que recomenda ainda dar um tempo no xampu de limpeza profunda que, por ter pH alcalino, dilata a fibra capilar e reduz a durabilidade do alisamento. O preço da técnica varia de R$ 300 a R$ 900, dependendo do tamanho do cabelo e do salão. 

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