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Alemão Jüergen Oeltjenbruns renova carioca Redley e planeja expansão da marca

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Vestido que a Redley desfilará na sexta (13), em desfile que encerrará esta edição do Fashion Rio Imagem: Divulgação

CAROLINA VASONE<br>Editora de UOL Estilo

06/06/2008 22h05

Ele já trabalhou na americana Donna Karan e na italiana Versace, em ambos os casos na criação das linhas masculinas das marcas. É alemão (daí vêm o nome e o sobrenome difíceis) mas resolveu, há cerca de um ano, se mudar para o Brasil por uma boa causa fashion: transformar a carioca Redley numa marca melhor. "Fui contatado por meio de um 'head hunter', em Nova York. Nunca tinha ido à América Latina, fiquei curioso com a proposta", conta Jüergen (se pronuncia "Iúrguen").

A estréia aconteceu com imprevistos, no Fashion Rio, na coleção para o Verão 2008, apresentada em junho passado. Juërgen, que é só elogios aos profissionais brasileiros, ainda não estava acostumado ao ritmo de trabalho local. "Eu pedia as coisas e todo mundo dizia 'sim, claro'. No dia do desfile, metade das roupas não havia sido entregue. Foi o pior desastre que sofri numa semana de moda, mas no final deu tudo certo", diz. No Inverno 2008, em janeiro deste ano, porém, o alemão mostrou a que veio e, sem deixar de lado o espírito esportivo da grife imprimiu personalidade, desenho de moda e sofisticação, numa coleção de streetwear poderoso. "A Redley sempre vai ter esta atitude relax. Mas eles estavam muito abertos também às mudanças, a um trabalho de reposicionamento da marca", diz, sobre o encontro da tão procurada "identidade da grife".

Especializado em moda masculina no Royal College of Art, em Londres, Jüergen considera seu estilo "mais minimalista" do que o que criou e pretende continuar criando para a Redley. A silhueta precisa das peças, no entanto, mostra este aspecto do estilista, que confere imagem "cool" à última coleção.

Para o Verão 2008/09 da Redley, Jüergen adianta o que será mostrado no último dia do Fashion Rio, na próxima sexta (13), no desfile de encerramento do evento. "Pensei em misturar a herança esportiva da grife com um estilo hippie, de formas orgânicas, e um toque 'high tech'", afirma. O verde - cor preferida do designer - aparecerá em vários tons, assim como o azul. As estampas digitais terão desenhos gráficos e a modelagem, trabalhos de uma espécie de plissado ao contrário, como o do vestido que você vê na foto acima, na imagem exclusiva da coleção. Na linha feminina, o comprimento virá na altura do joelho. Não frustrará as meninas do Rio, que adoram uma minissaia? "Quero propor uma outra silhueta para as cariocas pensarem a respeito", arrisca.

Com negócios em Nova York, onde mantém o showroom de uma marca própria de roupas masculinas ("os tecidos são todos japoneses, tudo feito à mão, uma loucura") chamada Oeltejenbruns, o novo diretor criativo da Redley pretende expandir o alcance da marca, criada em 1985 sem grandes pretensões fashion, para um público surfista. "Adoro desenhar casacos! No Rio faz muito calor, mas não dá para criar só shorts e camisetas", diz, rindo.

Nos planos de expansão, já está confirmada a abertura de uma loja própria em São Paulo este ano. O endereço no Japão ainda está sendo estudado.

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