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Cenário de corpos nus, chuva de papel, moda e poesia marcam desfile da Mara Mac

Alexandre Schneider/UOL
A top Bruna Tenório mostra look que mescla tons de roxo em desfile voltado para a "interiorização" Imagem: Alexandre Schneider/UOL

CAROLINA VASONE<br>Enviada especial ao Rio de Janeiro

08/01/2008 20h03

Grife representante da carioca elegante e geralmente mais sóbria, a Mara Mac esbanjou moda e poesia não só para suas clientes habituais, mas para todas aquelas que procuram, na roupa como na vida, o difícil balanço entre feminilidade e força, entre delicadeza e urbanidade, numa imagem ao mesmo tempo sedutora e contemporânea, sem exagero de nenhum dos lados. A mulher de Mara Mac é mais ou menos assim.

O tema, voltado para a "interiorização", como disse a estilista no vídeo exibido antes do desfile, inspirou a performance, as estampas de neurônios e o lindo cenário: na boca de passarela, uma parede branca com um texto em preto se erguia e, em janelas vazadas, mostrava parte de corpos de pessoas comuns. Numa das janelas se via o tronco de uma mulher, noutra as costas, noutra ainda, as nádegas, e mais adiante, várias pernas cruzadas. Uma luz no fundo iluminava as peles dos modelos da vida real (eram pessoas de verdade, aliás, não fotos ou manequins).

Entre chuva de papel, modelos que sentaram para brincar de colagem com os pedacinhos que caíam do céu e outras ainda que desfilaram com guarda-chuvas com delicadas luzinhas penduradas, a coleção passou mostrando um inverno de belos casacos acolchoados, como o bonito mantô marrom que fazia par com o vestido laranja com de telha. Em vários destes casacos, as mangas iam se ajustando em um tecido mais fino, formando quase que uma segunda pele. O efeito acolchoado apareceu também em detalhes, como apenas na gola de uma jaqueta. As calças eram sequinhas (ajustadas), em contraposição às partes de cima, maiores. Em golas, na cintura e cavalo das calças, assim como em algumas barras, tudo parecia ligeiramente (e propositalmente) deslocado para o lado, para baixo, ajustado de maneira inusitada, deixando as peças contemporâneas sem perder a delicadeza.

Na primeira fila, um pequeno batalhão de globais e famosas, entre elas Juliana Didone, Isabel Fillardis, Fernanda Abreu e Lilia Cabral, aplaudiram de pé a estilista, que, pela primeira vez, andou até o final da passarela para receber os aplausos da platéia entusiasmada.

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