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Casamentos arranjados pela Internet duram menos, diz estudo

da Ansa, em Washington

26/04/2007 16h11

Um estudo da ABC concluiu que os casamentos promovidos pela internet duram menos. Cerca de 3 milhões de casais norte-americanos foram originados por sites de matrimônio como mary.com e eharmony.com, que há dez anos oferecem aos norte-americanos o sonho do casamento feliz.

Faltam estatísticas precisas, "mas pode-se racionalmente julgar que os casamentos gerados pela internet têm uma possibilidade maior de chegar ao divórcio em relação aos casamentos gerados por encontros tradicionais", diz o estudo relatando opiniões de especialistas do setor.

O projeto se chama Internet and American Life Project (Internet e Projetos de Vida Norte-Americanos). A fórmula que os autores escolheram para intitular sua pesquisa teve a intenção de exprimir especificamente o tipo de oferta que os sites em questão propõem há anos, que é a possibilidade de um encontro amoroso para formar um projeto de vida que, pela internet, chega na igreja.

"Não há estatísticas sobre divórcios das pessoas que se encontraram on-line. Uma coisa é certa, assim como para os casamentos que iniciaram tradicionalmente, as histórias amorosas promovidas pela rede nem sempre têm uma conclusão feliz", afirma o estudo.

A prova de que os casamentos iniciados on-line funcionam menos do que outros, segundo o estudo, está no fato de que os próprios sites que os promoveram estão hoje recorrendo a novas estratégias comunicativas, "para assegurar que os casamentos prometidos sobrevivem mais do que uma lua-de-mel".

O site Mary.com, por exemplo, está se especializando em promover "a qualidade e a longevidade das relações", enquanto o eharmony.com criou o que define como "relationship Lab", um laboratório de relações, onde alguns casais são monitorados por ao menos cinco anos "para ver se e quanto e como os seus casamentos duram".

Segundo o estudo da ABC, trata-se de uma tentativa de prevenir os divórcios de maneira ativa.

O próprio fundador do site Mary.com, Pat Dimes, diz que "não acredito muito na química dos encontros online. A química que funciona é aquela dos encontros offline, que possam continuar depois". (ANSA)

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