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Direitos da mulher


Legisladores da Geórgia ignoram Hollywood e aprovam medida contra aborto

Heather Khalifa/The Philadelphia Inquirer via AP
Série Handmaid's Tale inspira protesto pela descriminalização do aborto nos EUA Imagem: Heather Khalifa/The Philadelphia Inquirer via AP

Da EFE em Atlanta

2019-03-30T08:53:24

30/03/2019 08h53

O Congresso da Geórgia aprovou nesta sexta-feira (29) um projeto de lei que proibiria o aborto a partir do momento que seja possível escutar a batida do coração do feto, apesar da oposição de ativistas locais, grandes corporações e atores de Hollywood que ameaçaram boicotar a crescente indústria cinematográfica no estado.

A medida HB 481 foi aprovada por 92 votos a favor e 78 contra e deverá ser promulgada pelo governador do estado, Brian Kemp, que disse em várias ocasiões que apoia a iniciativa.

Sob a nova medida, as mulheres na Geórgia não poderiam fazer um aborto a partir da sexta semana de gravidez, aproximadamente, que é quando já se pode escutar a batida do coração do feto.

Atualmente, as mulheres podem submeter-se a um aborto até a 20ª semana de gravidez na Geórgia.

"Se esta legislação que proíbe o aborto se transformar em lei, nos veremos no tribunal", indicou através das redes sociais a União Americana de Liberdades Civis (ACLU) da Geórgia, depois que sua diretora-executiva, Andrea Young, qualificou o projeto como "insensíveis desconsiderações pela saúde e pelo bem-estar da mulher e um desacato aos direitos constitucionais".

Além disso, quase uma centena de atores se uniu ao chamado da atriz Alyssa Milano para pedir ao governador que não assine a medida e ameaçaram não filmar seus trabalhos no estado caso a lei seja sancionada.

Alec Baldwin, Maria Bello, Sara Silverman, Michael Sheen, Laverne Cox, Don Cheadle, Mia Farrow, Rosie O'Donnell, Debra Messing e Jon Cryer são alguns dos atores que se uniram ao protesto liderado por Milano.

A indústria do cinema se transformou em uma das mais importantes nos últimos anos na Geórgia, para onde os grandes estúdios de Hollywood transferiram a filmagem de projetos multimilionários para baratear custos.

Além disso, corporações como Amazon e Coca Cola expressaram sua oposição ao projeto antiaborto.