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Diversidade

Grupo pede renúncia de deputada japonesa que chamou LGTBIs de improdutivos

Getty Images
Imagem: Getty Images

da EFE, em Tóquio

31/08/2018 09h31

Um grupo LGTBI do Japão enviou nesta sexta-feira cerca de 26 mil assinaturas ao Partido Liberal Democrático (PLD, governo) para exigir a renúncia da deputada Mio Sugita, após ela afirmar que os homossexuais são pessoas improdutivas, por não poderem ter descendência.

"Vocês concordam em utilizar seus impostos a favor do coletivo LGTBI? Eles não têm filhos. Falta para eles 'produtividade' e portanto, não contribuem para a prosperidade da nação", afirmou a deputada em artigo do número de julho da revista mensal "Shincho 45", intitulado "O apoio aos LGBTIs é excessivo".

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Em relação a estas declarações, um grupo de pais com filhos LGTBIs conseguiu coletar mais de 26 mil assinaturas através da plataforma digital change.org, que foram enviadas hoje à sede do PLD, partido do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, solicitando que a legisladora renuncie se não pedir desculpas publicamente.

"Estamos enfurecidos com Sugita e não toleraremos que prejudiquem nossos filhos assim", explicam na pedido, no qual asseguram que os comentários de políticos contra os LGTBI "prejudicam o bem-estar" dos seus filhos, quando seu trabalho deveria ser "mudar a sociedade japonesa para melhor".

O primeiro-ministro japonês não se pronunciou sobre os comentários da sua aliada, embora seu partido tenha emitido um comunicado no qual se posiciona contra as polêmicas declarações.

O PLD afirmou que as palavras de Sugita "mostram sua falta de compreensão e consideração aos problemas e sentimentos do coletivo LGBTI", em comunicado divulgado no começo do mês.

Atualmente, a legislação japonesa não contempla as uniões entre casais do mesmo sexo, e a Constituição define como casamento "uma união baseada apenas no consentimento mútuo de pessoas de sexos diferentes".

Mesmo assim, no Japão, onde se estima que a comunidade LGTBI represente entre 5% e 8% da população, segundo várias pesquisas, algumas localidades começaram em 2015 a expedir certificados de união civil para casais do mesmo sexo, concedendo-lhes assim alguns direitos equiparáveis aos casais heterossexuais.

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