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Política

Jane Fonda e mais atrizes se somam à campanha para estimular voto democrata

Getty Images
Jane Fonda Imagem: Getty Images

Beatriz Pascual Macías

Da EFE, em Washington

18/07/2018 10h58

Vídeos, redes sociais e estrelas de Hollywood como Jane Fonda centram a campanha iniciada nesta terça-feira por uma coalizão de 23 grupos progressistas nos Estados Unidos para impulsionar o voto democrata nas eleições legislativas de novembro.

A campanha foi batizada como "O Último Final de Semana" ("The Last Weekend", em inglês) e procura mobilizar os democratas durante o final de semana prévio aos pleitos de 6 de novembro.

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O objetivo é conseguir que aqueles que têm se manifestado nas ruas contra as políticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atuem agora como voluntários para estimular possíveis eleitores democratas e fazê-los votar nos pleitos legislativos, que tradicionalmente registram menos participação.

A coalizão quer que os voluntários empreguem um milhão de horas em reuniões com moradores, debates em redes sociais e no registro de eleitores.

Os EUA são um dos poucos países do mundo onde os cidadãos têm que registrar-se anteriormente para poder votar, ao invés de o Estado ser o encarregado de elaborar uma lista de pessoas aptas. Por isso, o registro foi sempre tão importante para diferentes organizações do país.

A campanha lançou hoje um vídeo protagonizado pelas atrizes Jane Fonda, Rashida Jones e Lily Tomlin, no qual falam sobre algumas das consequências das eleições de novembro, como mudanças nas políticas de controle de armas, direitos reprodutivos das mulheres e meio ambiente.

No vídeo, deliberadamente cômico, Jane Fonda afirma que ouve os pensamentos das suas companheiras, enquanto as outras atrizes fazem alusão à importância de participar nas eleições legislativas.

Nos Estados Unidos a cada dois anos se renova a Câmara de Representantes por completo e metade do Senado; enquanto as eleições presidenciais acontecem de quatro em quatro anos.

"A participação dos votantes durante as eleições de metade de período é historicamente terrível com a participação da metade dos que participam nas eleições presidenciais. E isso não vai funcionar neste novembro", lembra Jones, que se encarregou de escrever o roteiro do vídeo junto com Pat Resnick.

No vídeo, Lily Tomlin explica que, no último ano, houve um "movimento progressista sem precedentes" e, por isso, as três atrizes pedem aos cidadãos que não abandonem a força das suas marchas e protestos para que, em novembro, os democratas recuperem o Congresso.

Segundo o site Real Clear Politics, que elabora uma média diária das principais sondagens, o Senado deve continuar com os republicanos, que ganhariam 48 das 100 cadeiras se as eleições fossem realizadas hoje, enquanto os democratas diminuiriam sua presença ao ficar com 44.

No entanto, no Senado existem oito postos em jogo, razão pela qual a maioria ainda não está decidida, de acordo com esse portal.

Na Câmara de Representantes, os democratas parecem ter o caminho mais fácil, já que ainda há 34 das 435 cadeiras em jogo, algumas das quais se situam em distritos onde poderiam incrementar sua vantagem durante os próximos meses, segundo o Real Clear Politics.

A coligação que lançou hoje a campanha está composta por uma ampla gama de grupos, como a Latino Victory, que procura incrementar o poder dos hispânicos nas instituições; bem como pela #VOTEPROCHOICE, que defende os direitos reprodutivos das mulheres, e The Collective Pac, que advoga pelos direitos dos afro-americanos.

Os organizadores asseguram que essa é a primeira vez que associações progressistas com prioridades tão diferentes se unem para fazer campanha em eleições legislativas.

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