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Diversidade

Francês cego cruza Salar de Uyuni a pé para "quebrar barreiras"

EFE/Martin Alipaz
Albar Tessier Imagem: EFE/Martin Alipaz

da EFE, em La Paz

18/07/2018 08h44

O francês cego Albar Tessier iniciou nesta terça-feira uma travessia de 140 quilômetros pelo salar boliviano de Uyuni, o maior e mais alto do mundo, para chamar atenção das conquistas que podem alcançar pessoas com incapacidade, informou uma fonte do governo da Bolívia.

"Tessier iniciou a caminhada com cinco graus centígrados abaixo de zero na comunidade de Llica, onde, emocionado, disse que empreende uma de suas viagens mais importantes e garantiu que nunca a esquecerá", relatou o Ministério de Culturas e Turismo da Bolívia em comunicado.

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Após ter se aclimatado ao frio e à altura durante dois dias às margens do Lago Titicaca, no norte da Bolívia, o francês iniciou a caminhada com ajuda de um Sistema de Posicionamento Global (GPS) auditivo.

O sistema "apresentou algumas dificuldades no início da travessia, mas não lhe impediu de continuar com o desafio", comentou o ministério boliviano.

"Sou fascinado pelo salar, estou impressionado pelo que estou vivendo. É mais duro do que pensei, mas isso deixa mais fascinante", declarou Tessier, de acordo com o comunicado.

O francês leva água, comida, um equipamento de caminhada, outro de acampamento e proteção para o frio, com a previsão de percorrer entre 20 e 22 quilômetros diários durante sete dias até a cidade de Colchani.

Albar Tessier é professor de francês de crianças cegas em Nantes (França) e está apoiado por uma associação de pessoas cegas do seu país e pela agência turística boliviana Alma Turismo, enquanto o ministério garante sua segurança e saúde durante o percurso.

Tessier se propôs este desafio antes de perder totalmente a visão e treinou dois anos para enfrentar a rota mais longa dentro do deserto de sal, complicada inclusive para pessoas sem incapacidade.

O Salar de Uyuni, uma das maiores atrações turísticas da Bolívia, surgiu como resultado de transformações entre diversos lagos pré-históricos.

Hoje esse deserto de sal ocupa uma extensão próxima a 10.000 quilômetros quadrados na região andina de Potosí, o que lhe transforma no maior do mundo, além de ser o mais alto, por estar 3.600 metros acima do nível do mar.

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