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"Plano Castidade" quer obrigar iranianas a usarem véu menos "ousado"

EFE
Iraninas em fila para votar, em Teerã (2004) Imagem: EFE

25/05/2006 14h06

Teerã (EFE)- As autoridades iranianas anunciaram o "Plano Castidade" ("Efaf" em persa) para diminuir o número de mulheres que evita usar o véu islâmico ou "hiyab", e estimular a cultura de seu uso, informou a agência iraniana "Irna".

A iniciativa partiu da "Plataforma para a promoção do bem e a rejeição do mal" em parceria com o "Conselho Supremo da Revolução Cultural", como anunciou seu vice-diretor, Mostafa Motevalian, general do exército iraniano.

Diferente do que acontece na maioria dos países vizinhos, onde o "hiyab" é um costume social forte - apesar de não ser obrigatório -, no Irã, as mulheres, especialmente as que vivem nas cidades, relaxam cada vez mais e são vistas apenas com a metade da cabeça coberta.

O princípio islâmico de "promover o bem e rejeitar o mal" foi instituído no Irã depois da Revolução Islâmica de 1979, e concede a qualquer cidadão o poder de advertir ou censurar qualquer um que não cumpra os valores islâmicos.

"A advertência oral para a restauração da promoção do bem e da rejeição do mal deve acontecer entre todas as camadas da sociedade, já que estas duas obrigações são deveres religiosos de qualquer muçulmano", disse o oficial.

Motevalian comentou que os membros do Conselho Supremo da Revolução Cultural tinham se reunido com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para apresentar seu projeto, mas não deu detalhes sobre as conversas.

O véu islâmico tem como objetivo principal cobrir a cabeça, o pescoço e as orelhas da mulher, considerados objeto de desejo masculino.

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