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Após venda da Versace, restam poucas marcas de luxo disponíveis

Italiana Versace é um icone da moda
Imagem: Italiana Versace é um icone da moda

Benedikt Kammel

da Bloomberg

25/09/2018 13h03

A venda da Gianni Versace para a Michael Kors Holdings reduz ainda mais o número de marcas globais e independentes do mundo da moda que ainda estão em disputa. Muitos grandes nomes - como Dior, Gucci e Yves Saint Laurent - encontraram abrigo sob o teto de conglomerados internacionais de luxo, como Kering ou LVMH.

Agora, a Michael Kors e a rival norte-americana Tapestry, além das chinesas Shandong Ruyi e Fosun International, estão tentando imitar a abordagem das gigantes europeias com diversas marcas, embora o número de alvos potenciais esteja diminuindo.

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Na terça-feira, a Michael Kors confirmou a compra da marca italiana por cerca de US$ 2,12 bilhões e anunciou que adotará o nome Capri Holdings Limited.

A seguir, uma pequena lista de marcas, que inclui desde a realeza da moda, como a Chanel, até marcas de nicho, como a Etro, que até agora escaparam do alcance de investidores financeiros ou magnatas do luxo e que transformariam qualquer portfólio.

Chanel

Símbolo da elegância francesa, a empresa fundada por Coco Chanel conta com Karl Lagerfeld como diretor criativo e é adorada por clientes endinheiradas que podem desembolsar milhares de dólares por um característico casaco bouclê ou por uma bolsa de couro com enfeites de corrente dourada.

Embora a empresa de capital fechado tenha se tornado mais transparente na divulgação de alguns indicadores financeiros, incluindo vendas de US$ 9,6 bilhões em 2017, qualquer pretendente enfrentaria um desafio formidável: os irmãos Alain e Gérard Wertheimer, que são donos da Chanel e não demonstraram nenhuma intenção de vender.

Pelo contrário: a empresa afirmou em junho que quer permanecer independente e se concentrar no longo prazo.

Giorgio Armani

O homem por trás da empresa que leva seu nome está no mercado há mais de quatro décadas, com criações para as passarelas e também com os elegantes tweeds usados nos filmes de gângsteres ambientados nos anos 1930.

Armani encabeçou a expansão de marcas de luxo a novos campos, adicionando tudo, desde jeans a hotéis e móveis domésticos. Armani, que não tem filhos, disse que, enquanto estiver vivo, não vai abrir mão do controle de seu império da moda, que teve vendas de cerca de 2,5 bilhões de euros (US$ 2,9 bilhões) em 2016.

Mas os tempos têm sido mais difíceis na Armani, que está diminuindo sua linha de marcas devido ao declínio das vendas.

Prada

Depois de alguns anos de estagnação, a Prada voltou a seu ritmo concentrando-se no que faz de melhor: criações quase irônicas que vão desde mocassins de salto alto a imagens das histórias em quadrinhos e estampas psicodélicas que têm uma estranha semelhança com papéis de parede da era soviética.

Foi esse estilo "feio e chique" que conquistou seguidores fiéis para Miuccia Prada, diretora de criação, acionista majoritária e coCEO e que transformou a Prada em uma empresa de US$ 3,5 bilhões.

Marcas de nicho

Além dessas potências globais, algumas marcas familiares com apelo de nicho poderiam ser alvo de olhares cobiçosos.

A Etro, com suas criações psicodélicas de cashmere, continua nas mãos de uma família, e a Missoni, famosa por suas criações de tricô com zigue-zagues coloridos, vendeu uma participação minoritária para o Fondo Strategico Italiano, financiado pelo governo da Itália, no início deste ano.

*Com a colaboração de Robert Williams.

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