Direitos da mulher

As mulheres que desafiam o regime no Irã tirando o véu em público

da BBC

07/02/2018 17h42

No dia 27 de dezembro, Viva Movahedi, de 31 anos, foi para a Rua da Revolução, na região central da capital, Teerã, e retirou seu hijab, o véu usado por mulheres islâmicas sobre sua cabeça quando na presença de homens adultos que não são seus parentes, como um sinal de modéstia.

Essa prática é obrigatória desde 1979, quando se deu a Revolução Iraniana, que destituiu a monarquia e instaurou a república neste país do Oriente Médio.

As regras ainda vetam o uso de maquiagem e determinam o uso de roupas que cubram pernas e braços de mulheres. Violar essas normas é algo passível de punição.

Movahedi protestou contra o uso do véu em uma “Quarta-feira Branca”, um movimento surgido na internet no Irã em meados do ano passado que estimula o uso de roupas brancas neste dia da semana como um símbolo contra as regras de vestimenta feminina.

Ela foi presa pelo ato, e imagens em que ela se manifesta em silêncio contra o uso do hijab com o véu na ponta de uma vara viralizou nas redes sociais.

Movahedi foi libertada em 27 de janeiro. Então, o movimento começou a crescer e ganhou um nome – As Meninas da Rua da Revolução –, tornando-se uma ameaça com a qual as autoridades iranianas raramente se depararam antes.

Logo, outras três mulheres foram vistas repetindo o mesmo gesto nas ruas de Teerã, uma delas no mesmo ponto em que Movahedi havia protestado.

Até mesmo homens e uma idosa já participaram desse tipo de manifestação, representando um sentimento cada vez mais comum no Irã.

No início de fevereiro, o governo divulgou uma pesquisa realizada há três anos que mostra que metade da população acredita que o uso do hijab não deve ser obrigatório.

Uma manifestante, que preferiu permanecer anônima, disse se tratar de um ato de “desobediência civil”.

“Achei que ajudaria, porque não aprecio violência. Assim, podemos incentivar outras mulheres a se juntarem a nós para reconquistar nossos direitos”, afirmou ela.

Outras 29 pessoas já foram presas por se manifestarem contra a prática.

O debate domina as conversas na internet no país, e até mesmo alguns clérigos vêm questionando se não chegou a hora de mudar.

Trata-se de um dilema para establishment religioso. Coibir protestos pacíficos pode levar a mais manifestações. Mas uma reação moderada pode criar um movimento que talvez não seja possível parar.

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O verbo SER: nenhum ser humano essencialmente bom pode não ser feminista

Eu sou Feminista. Tu és Feminista? Ele é Feminista! Ela não é Feminista?? Nós somos Feministas! Vós sois Feministas? Eles são Feministas! Elas não são Feministas?? Eu não sou Feminista?!? Sou sim, mas sei que preciso ser mais e melhor... Tu és Feminista. Apenas não sabes... Ele não é Feminista? Poderia ser sim, aliás, deveria, ainda que por empatia... Ela é Feminista! E ainda bem que tem consciência de que o é... Nós não somos Feministas? Claro que somos, ainda que disso não falemos o tempo todo... Vós sois Feministas. E fazem muito bem em o ser... Eles não são Feministas? Mas deveriam, pois todos os seres humanos deveriam ser, uns por essência e outros por empatia. E fato é que todos deveriam ser... Elas são Feministas. Sim, são, aliás, feministas convictas. E apesar de toda a ignorante discriminação que sofrem... E você? é ou não é? Sabes afinal o que é ser feminista? Sabes de verdade? Sem preconceitos? Ser feminista é ser simplesmente a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres e a favor do respeito à condição feminina. Ser feminista, portanto, é lutar contra os preconceitos que aprisionam, intimidam e limitam as mulheres nas empresas, nos espaços públicos, nas escolas e nas universidades, nas casas e nas famílias, nos jardins, nas ruas e nas praças da nação e deste mundo, impedindo-as de irem mais longe e de serem mais naturalmente felizes. Ser feminista é lutar pelo reconhecimento dos direitos civis e humanos de todas as mulheres; é lutar para que tais direitos não sejam nem menores e nem menos importantes de que os de quaisquer outros seres humanos. Ser feminista é não aceitar que uma mulher seja morta neste país a cada hora e meia apenas e tão somente porque ela é mulher. Ser feminista é perceber que é um absurdo sermos um dos países do mundo em que há menos mulheres no Legislativo e na cúpula dos Poderes Instituídos do Estado, fatos esses que enfraquecem e desqualificam o ambiente da democracia brasileira. Ser feminista é saber que enquanto não tivermos mulheres ocupando isonomicamente todos os espaços, especialmente os espaços de poder e decisão, que são os espaços em que são tomadas as decisões mais relevantes e impactantes para o presente e para o futuro da nação brasileira e de toda a nossa sociedade, não teremos um país justo, equilibrado, contemporâneo e nem será o nosso país um país melhor. Ser feminista é ter consciência da absoluta e profunda importância da mulher para o desenvolvimento e para o aprimoramento otimizado da humanidade e dos países contemporaneamente. Ser feminista é apenas querer que todas as mulheres possam andar tranquilamente pelas ruas deste país sem correrem o risco de serem assediadas, desrespeitadas, diminuídas, estupradas ou atacadas. Portanto, tenho certeza de que você é feminista, pois nenhum ser humano essencialmente bom pode não ser feminista. Você só não sabia ou não tinha consciência de que era, como eu mesma um dia não tive consciência de que era. Mas isso foi há muitos e muitos anos... Desde então, eu lutei para ser um ser humano melhor e penso que, pelo menos, amadureci e, por decorrência, pude perceber e reconhecer que eu sou Feminista sim e é ótimo assim ser. E, aliás, sempre é tempo para ser e se reconhecer como um ser humano melhor... E você? Não quer ser um ser humano melhor?

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