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Médico que molestou ginastas americanas é condenado à prisão por abusos contra 156 mulheres

Brendan McDermid/Reuters
Larry Nassar chega para audiência na corte em Lansing, no Estado de Michigan Imagem: Brendan McDermid/Reuters

24/01/2018 17h48

O ex-médico da equipe de ginástica artística americana Larry Nassar foi condenado à prisão após o testemunho de 156 mulheres que o acusaram de abusos sexuais.

As acusações contra o médico vieram à tona a partir do segundo semestre de 2017 e se intensificaram em outubro, quando McKayla Maroney, também ginasta da seleção americana, afirmou ter sofrido abusos por parte dele desde os 13 anos.

Sua sentença será de no mínimo 40 anos e pode chegar a 175 anos. "Carregarei suas palavras comigo para o resto dos meus dias", disse Nassar às suas vítimas no tribunal.

O médico de 54 anos admitiu ser culpado nas múltiplas acusações feitas por mulheres de diferentes idades, entre elas ginastas.

A juíza Rosemarie Aqualina disse a Nassar ao proferir a sentença que ele "viverá na escuridão pelo restante de sua vida".

Ela acrescentou que não mandaria nem seus cachorros para serem examinados por ele e afirmou que ao condená-lo "está assinando sua sentença de morte".

"A honra e o privilégio de ouvir estas sobreviventes é a mesma honra e privilégio de condená-lo. Porque, senhor, você não merece sair da prisão nunca mais."

O julgamento levou sete dias, durante os quais as vítimas de Nassar contaram sobre os abusos cometidos por ele. Foi dado ao médico a oportunidade de falar com essas mulheres.

"O que estou sentindo não é nada perto da dor, do trauma e da destruição emocional pela qual vocês estão passando", disse ele perante um tribunal lotado.

"Não há palavras para descrever o quanto me arrependo do que ocorreu", afirmou Nassar, que já havia sido condenado em dezembro a 60 anos de prisão por posse de pornografia infantil.

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