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Spray nasal pode ajudar a tratar fobia social, diz estudo

22/05/2008 11h02

Um spray nasal que aumenta a confiança em pessoas estranhas pode se somar aos tratamentos atuais para fobia social, segundo especialistas suíços.

A fobia social é comumente caracterizada como o excesso de ansiedade ou medo sofrido por certas pessoas quando observadas por outras durante o desempenho de alguma tarefa como falar, comer ou escrever.

Segundo cientistas da Universidade de Zurique, um spray nasal contendo o hormônio oxitocina - que desempenha um papel importante na maneira como nos relacionamos com os outros - diminui a atividade da amígdala.

A amígdala é uma região cerebral de grande atividade entre os que apresentam fobia social. "Nós descobrimos que a oxitocina tem um efeito muito específico em situações sociais, diminuindo o medo", disse o coordenador da pesquisa, Thomas Baumgartner.

Teste de confiança
Para testar a teoria, os especialistas envolveram um grupo de voluntários em um "jogo da confiança". Alguns deles receberam uma dose de oxitocina por via nasal e outros, um spray placebo.

Nos testes, eles deram dinheiro a uma pessoa de confiança para que o aplicasse, sabendo que ela poderia retornar os lucros ou não.

Após o investimento, os participantes receberam um retorno do que havia sido feito com seus investimentos. Quando foram "traídos" pela pessoa, ou seja, quando os lucros não foram devolvidos, os participantes que haviam inalado o spray placebo demonstraram menos confiança para continuar investindo.

Já os jogadores que haviam inalado a oxitocina decidiram que continuariam suas aplicações. "Nós podemos constatar que a oxitocina tem um efeito muito poderoso", disse Baumgartner.

"Os que estavam sob efeito da oxitocina não mudaram seu comportamento mesmo depois de serem informados que haviam sido traídos em pelo menos 50% dos casos."

Durante os jogos, os cérebros dos voluntários foram monitorados. Os especialistas observaram que a oxitocina reduziu a atividade em duas regiões da amígdala, que funcionam como "barreiras de defesa" processando as sensações de medo e perigo.

A pesquisa suíça foi publicada na revista especializada Neuron.

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