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Grã-Bretanha registra recorde de gravidez acima dos 40 anos

03/03/2008 13h07

O número de mulheres grávidas acima dos 40 anos na Grã-Bretanha aumentou em 6% entre 2005 e 2006 e atingiu um recorde nacional, indica uma pesquisa divulgada pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

Em 2006, 25,4 mil mulheres com mais de 40 engravidaram, uma média de 12,2 para cada mil mulheres, seguindo uma tendência que já vinha sendo apontada nos anos anteriores.

O recorde até então era de 23,6 mil mulheres grávidas em 2005, 11,5 para cada mil mulheres.

Durante o mesmo período, no entanto, o número de adolescentes grávidas diminuiu de 41,4 para 40,7 em cada mil jovens entre 15 e 17 anos.

Fertilidade
A maior taxa de gravidez ficou entre as mulheres entre 25 e 29 anos. Neste grupo, o número de mulheres grávidas foi de 129 em cada mil.

O levantamento indica ainda o número de mulheres que engravidaram no ano de 2006 foi de 866.800 - um aumento de 3% com relação a 2005.

De acordo com o especialista em reprodução do Centro de Medicina Reprodutiva de Coventry, Robert Kennedy, há duas possíveis razões para o aumento no número de casos de gravidez acima dos 40 anos.

"A tendência social das britânicas é de retardar a gravidez para dar conta da vida profissional e da carreira", afirmou Kennedy à BBC Brasil.

Segundo ele, os tratamentos para infertilidade também podem ter influenciado o aumento.

"A concepção assistida está tratando mulheres acima dos 40 anos que em outras circunstâncias não poderiam engravidar e certamente essa prática tem melhorado com os anos", disse Kennedy.

Adolescentes
No caso das adolescentes, o governo britânico pretende continuar sua campanha para reduzir em 50% o número de concepções até 2010.

De acordo com a Juliet Hillier, da ONG Brook, que trabalha com saúde sexual de adolescentes, a tendência é que a taxa de jovens grávidas continue a diminuir.

"Precisamos de quatro metas em todo o país para contribuir com a diminuição no número de adolescentes grávidas: atendimento clínico de qualidade e de fácil alcance, educação sexual nas escolas e a determinação de autoridades locais", afirmou.

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