menu
Topo

Violência contra a mulher

Série italiana da Netflix é acusada de banalizar o tráfico sexual

Francesco Berardinelli/Netflix
Cena das protagonistas Ludovica e Chiara na série "Baby" Imagem: Francesco Berardinelli/Netflix

Da ANSA, em São Paulo

07/12/2018 11h48

A série italiana "Baby", que estreou na última sexta-feira (30) no Netflix, está sendo acusada de romantizar a prostituição e banalizar o tráfico sexual.   

A diretora do Centro Nacional de Exploração Sexual dos Estados Unidos, Dawn Hawkins, denunciou a produção e afirmou que o serviço de streaming prioriza o lucro em cima de vítimas de abuso.

Veja também

"Apesar de ser um dos apoiadores do movimento #MeToo, o Netflix parece ter ignorado por completo as realidades da exploração sexual", declarou Hawkins. A organização enviou uma carta à plataforma já no início do ano, assinada por diversos sobreviventes do tráfico sexual, pedindo que a série não fosse exibida.

O drama é inspirado em um caso real de prostituição de menores que chocou a Itália e tem as personagens Ludovica e Chiara como protagonistas.

As adolescentes, que vivem em um bairro nobre de Roma, fazem sexo por dinheiro para manter um estilo de vida caro e para descontar as frustrações com pais e amigos.

O diretor da série, Andrea De Sica, disse que o sexo não é o assunto principal da trama e que os corpos não são usados de forma sensualizada. De Sica ainda ressaltou que não há nudez e que o drama envolve o psicológico de adolescentes livres que entram na noite e lidam com as consequências de suas escolhas.   

"Era importante tentar entender o que estava se passando com uma garota de 16 anos que se sente completamente desprendida do mundo e mergulha neste universo de clubes noturnos e pessoas mais velhas. Todas essas coisas que são muito reais e contemporâneas", explicou.   

Hawkins continua pedindo ativamente no Twitter que as pessoas se manifestem contra a produção e que peçam que o Netflix a retire do ar.

Não é a primeira vez que se protesta contra o lançamento de uma série na plataforma, já que recentemente "Insatiable" foi acusada de gordofobia. No entanto a atração já tem uma segunda temporada confirmada.