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Direitos da mulher

Físico italiano é suspenso do Cern após declarações sexistas

Toby Melville/Reuters
Segundo Alessandro Strumia, física é "um assunto de homens" Imagem: Toby Melville/Reuters

da ANSA, em Roma

04/10/2018 09h17

A Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (Cern) e o Instituto Nacional de Física Nuclear (INFN) da Itália anunciaram a suspensão do cientista Alessandro Strumia, após o italiano afirmar que a física era um "assunto de homens", além de acusar as mulheres de ocuparem postos graças ao debate da igualdade.

As declarações sexistas foram dadas na última sexta-feira (28) durante uma palestra organizada pelo Cern chamada de "Teoria de altas energias e gênero", na Universidade de Pisa, na Itália. A suspensão ocorreu nesta segunda-feira (1).

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Durante o debate, Strumia também disse que a Física "foi inventada e construída por homens, que receberam um convite", dando a entender que as mulheres foram "beneficiadas" por conta da discussão sobre igualdade de gênero. O Cern disse que as alegações eram "altamente ofensivas" e suspendeu Strumia com efeito imediato, assim como o INFN.

Diversos cientistas presentes no evento também acusaram o italiano nas redes sociais de proferir frases sexistas.

Segundo a Organização Europeia, a medida foI tomada em decorrência dos resultados das investigações sobre o caso.

O INFN, por sua vez, afirmou que "decidiu prosseguir com a suspensão imediata porque Strumia fez, em um contexto público internacional, declarações prejudiciais à imagem do instituto e, pior ainda, discriminatórias e abertamente prejudiciais à reputação de pesquisadores do sexo feminino e masculino".

Para o instituto italiano, a suspensão ocorre após o cientista violar seu "código de ética e o código de conduta destinado a salvaguardar a dignidade do povo do instituto". Em meio a polêmica, nesta terça-feira (2), o prêmio Nobel de Física de 2018 foi dado a uma mulher pela primeira vez depois de 55 anos.

A canadense Donna Strickland é apenas a terceira mulher a receber o Nobel desde que a premiação foi criada. Neste ano, ela divide o prêmio com o norte-americano Arthur Ashkin e o francês Gerard Mourou, após o trio realizar pesquisas com laser.

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