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Diversidade

Nova York inclui "gênero X" na certidão de nascimento

AFP
25.9.2008 - Manifestantes protestam contra o pacote de ajuda de 700 bilhões do governo norte-americano ao sistema financeiro, diante da Bolsa de Valores de Nova York Imagem: AFP

Da ANSA, em Nova York

13/09/2018 16h57

Os nova-iorquinos não precisarão mais da documentação de um médico ou profissional de saúde mental para alterar o próprio gênero na certidão de nascimento. Além disso, os pais poderão colocar um "X" para designar o sexo dos próprios filhos recém-nascidos.   

Essas são as medidas adotadas pela cidade de Nova York em lei aprovada nesta quarta-feira (12) e que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2019.

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"Hoje é um dia histórico para Nova York, sempre campeã mundial em questões de inclusão e igualdade", comentou o porta-voz da Câmara Municipal, Corey Johnson.   

A proposta, que não reconhece a binaridade, foi aprovada com 41 votos a favor e seis contrários. Assim, os nova-iorquinos não serão mais tratados como se a identidade fosse uma questão médica.   

A batalha pelo "gênero X" foi liderada pela advogada transgênero Carrie Davis, que afirmou que a decisão chega "em um tempo de perigo e incerteza em relação aos direitos dos transexuais americanos em nível nacional", referindo-se às políticas do governo de Donald Trump.   

Alguns estados como Califórnia, Oregon e Montana já permitem a mudança de gênero na certidão de nascimento sem autorização médica, mas não preveem o sinal "X" ao invés de "masculino" e "feminino'.   

Já na Itália, o ministro do Interior Matteo Salvini usou o Twitter para criticar a medida. "Enquanto trabalhamos para recolocar mamãe e papai nos documentos, outros eliminam masculino e feminino da certidão de nascimento... Não tenho palavras", escreveu na rede social.