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Violência contra a mulher

Machismo marca comportamento de torcedores na Rússia

Facebook/@cartunistagilmar
Charge do cartunista Gilmar ilustra a situação de uma mulher estrangeira ofendida em vídeo por torcedores brasileiros na Rússia Imagem: Facebook/@cartunistagilmar

da ANSA, em São Paulo

21/06/2018 09h23

Antes de a Copa do Mundo começar, havia muita preocupação quanto a possíveis comportamentos racistas e homofóbicos da torcida russa, mas, até aqui, é o machismo e o assédio sexual que têm aparecido com mais frequência entre os fãs, principalmente por parte de estrangeiros.   

O caso mais notório é o do grupo de brasileiros que cercou uma jovem e a fez repetir frases que remetiam a seu órgão sexual, sem que ela soubesse seu real significado.

Três torcedores - Luciano Gil Mendes Coelho, Diego Jatobá e Eduardo Nunes - já foram denunciados e podem responder criminalmente na Rússia.

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Em outro episódio, uma jornalista da agência alemã "Deutsche Welle", Julieth González Therán, foi beijada à força e apalpada no seio enquanto fazia uma transmissão sobre a abertura da Copa do Mundo. O agressor não foi identificado.   

Além disso, nesta quarta-feira (20), um funcionário brasileiro da companhia aérea Latam, Felipe Wilson, foi demitido após ter feito um vídeo pedindo para mulheres repetirem a frase "eu quero dar a b... para vocês".   

Práticas semelhantes foram adotadas por torcedores colombianos e argentinos, provocando até uma manifestação de repúdio do Ministério de Relações Exteriores de Bogotá.

"Convidamos os compatriotas que levam a camisa tricolor e representam milhares de colombianos no Mundial da Rússia a fomentar o respeito e rechaçamos os maus comportamentos", disse a pasta.   

Mas os problemas não ficam circunscritos ao machismo. Outro brasileiro, Lucas Marcelo Andrade, gravou um vídeo que mostra um menino dizendo frases como "Eu dou para o Neymar" e "Eu sou um filho da p...".

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