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Violência contra a mulher


Protestos na Bolívia por estupro coletivo de uma jovem

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Imagem: iStock

da AFP, em La Paz

20/12/2018 09h35

Coletivos de mulheres protestaram nesta quarta-feira (19) na cidade boliviana de Santa Cruz para pedir justiça depois que uma jovem de 18 anos foi drogada e estuprada no fim de semana por cinco jovens, entre eles um menor de idade.

Andrés Ritter, advogado de defesa da vítima, afirmou que um exame toxicológico feito na menina "determinou que existem seis substâncias (em seu organismo), entre elas cocaína, maconha, metanfetamina, ecstasy e MDMA".

Ele relatou que o caso ocorreu no fim de semana em Santa Cruz, onde a menina e os cinco jovens, todos amigos, consumiam drogas em uma boate e depois foram a um motel, onde ocorreram os abusos, apontou o advogado.

Na terça-feira, um juiz local determinou a prisão de quatro deles em uma cadeia pública e que o menor de idade fosse conduzido a um centro de reabilitação especial.

Ritter detalhou que o estado da jovem "é crítico. Sua vida, graças a Deus, já não corre perigo, e esperamos que ela melhore e continue melhorando, mas está em uma situação delicada por tudo o que viveu".

O caso motivou a queixa de coletivos femininos, que realizaram uma marcha pacífica e depois se concentraram em frente aos escritórios da Promotoria de Santa Cruz para exigir justiça.

"Estamos aqui como mulheres para dizer: chega de tanta violência! Chega de tanta demora da Justiça", declarou a ativista Jessica Echeverría, que ameaçou iniciar uma série de protestos se as suas reivindicações não forem atendidas.

Enquanto isso, a organização privada de direitos humanos APDHB manifestou a sua indignação por meio de sua representante María Inés Gálviz: "não pode ser que cinco jovens, porque têm dinheiro, fazem o que querem com as pessoas".

Um último relatório da Promotoria Especializada para Vítimas de Atenção Priorizada (FEVAP) assinala que de janeiro a agosto deste ano foram abertas 1.586 ações pelo crime de estupro, embora o número seja superior, visto que muitos casos não são denunciados.