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Violência contra a mulher

ONG americana admite escândalo de abusos sexuais na Libéria

Divulgação/More Than Me
Escola da ONG More Than Me em Monróvia na Libéria Imagem: Divulgação/More Than Me

Da AFP, em Monróvia

13/10/2018 16h53

A ONG americana More Than Me, muito conceituada na Libéria, reconheceu neste sábado (13) a ocorrência de sérios erros internos depois que as alunas de uma escola destinada a combater a exploração sexual denunciaram ter sido sistematicamente estupradas pelo cofundador da organização humanitária, Macintosh Johnson.

"Sentimos muito", afirmou a ONG em seu site após a repercussão do escândalo registrado na escola localizada em uma favela de Monróvia.

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Algumas vítimas tinham 10 anos e teme-se que Johnson tenha infectado algumas delas com o vírus da aids, o que causou sua própria morte, segundo informou o site de pesquisas ProPublica em um artigo publicado em conjunto com a revista "Time".

"Para todas as meninas que foram estupradas por Macintosh Johnson em 2014 e antes: nós falhamos com vocês", declarou a More Than Me. "Nós demos a Johnson um poder que ele explorou para abusar de crianças", continuou a ONG.

"Nossa administração deveria ter reconhecido os sinais antes e nós usamos e continuaremos usando programas de treinamento e conscientização para que não nos escape novamente", acrescentou.

Os abusos ocorreram em uma escola em West Point, um conhecido bairro da capital Monróvia.

O centro abriu em 2013 com grande publicidade e tornou-se a primeira das 18 escolas que o More Than Me inaugurou no empobrecido país da África Ocidental para empoderar meninas.

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