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Violência contra a mulher

Cardeais dos EUA se defendem de encobrimento de abusos sexuais

Getty Images
Joseph Tobin Imagem: Getty Images

da AFP, em Nova York

28/08/2018 08h55

Os cardeais dos Estados Unidos se defenderam nesta segunda-feira das acusações de encobrimento de abusos sexuais que pesam sobre um antigo cardeal, reveladas por um bispo conservador que pediu a renúncia do Papa Francisco.

O cardeal Joseph Tobin, de Newark, manifestou sua "comoção, tristeza e consternação" com as acusações, e declarou que "não consegue entender que contribuam para alentar as vítimas de abuso sexual".

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"Juntos com o Papa Francisco estamos confiantes em que a análise das acusações nos ajudará a estabelecer a verdade", declarou Tobin.

O arcebispo Carlo Maria Vigano, um ex-enviado do Vaticano aos Estados Unidos, disse no sábado que conversou em 2013 com o Papa Francisco sobre as acusações contra o cardeal americano Theodore McCarrick.

O cardeal Donald Wuerl de Washington - que também foi solicitado a renunciar por encobrir abusos quando era bispo de Pittsburgh - negou ter conhecimento das acusações de abusos contra seu predecessor.

"Durante todo o seu mandato como arcebispo de Washington ninguém se aproximou (de Wuerl) para lhe dizer: 'o cardeal McCarrick abusou de mim' ou fez qualquer outra denúncia similar", destaca um comunicado de sua arquidiocese.

O cardeal Daniel DiNardo, de Galveston-Houston, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, disse que as perguntas feitas por Vigano "merecem respostas que sejam conclusivas e baseadas na evidência".

DiNardo declarou que estava "ansioso" para conhecer o Papa "para obter seu apoio ao nosso plano de ação", o que facilitaria a denúncia de atos de abusos e má conduta por parte dos bispos e melhoraria os procedimentos para resolver as queixas contra os bispos.

Vigano, que foi núncio papal em Washington entre 2011 e 2016, afirmou que Francisco ignorou suas advertências sobre McCarrick e suspendeu sanções canônicas previamente impostas.

Em julho, o Papa aceitou a renúncia de McCarric, agora com 88 anos, que foi acusado de comportamento "gravemente imoral" com seminaristas e padres.

As denúncias de Vigano trouxeram especulações sobre a existência de uma campanha contra Francisco por parte da ala mais conservadora da Igreja.

Os Estados Unidos têm a quarta população católica do planeta, depois de Brasil, México e Filipinas.

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