Direitos da mulher

Parlamentares japoneses são criticados após declarações sobre mulheres

Toru Yamanaka/AFP
Imagem: Toru Yamanaka/AFP

da AFP, em Tóquio

29/05/2018 09h10

O governo japonês recebia críticas de todos os lados nesta terça-feira, depois que os parlamentares do partido no poder afirmaram que as mulheres devem ficar em casa com as crianças ou que as jovens casadas devem ter pelo menos três filhos.

Koichi Hagiuda, membro do Partido Liberal Democrata (PLD, direita), que governa o país, provocou uma tempestade no domingo ao afirmar que as crianças preferem ser criadas pela mãe, ao invés do pai.

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"As crianças precisam de um entorno no qual possam ficar com a mãe (...) se você perguntar a uma criança de menos de três anos qual dos pais prefere, a resposta na maioria dos casos é mamãe, embora não existam estatísticas que provem isto", declarou Hagiuda, de 54 anos.

Outro parlamentar do mesmo partido, Kanji Kato, havia declarado há alguns dias que as jovens devem ter pelo menos três filhos, pelo bem da nação.

As declarações contradizem o projeto do governo do primeiro-ministro Shinzo Abe de auxiliar as mulheres a trabalhar e de estimular os pais a participar mais ativamente na educação dos filhos.

As afirmações foram consideradas "intoleráveis" por Yukio Edano, líder do Partido Democrata Constitucional (centro-esquerda).

"Há muitas pessoas que não podem dar à luz a crianças apesar de desejarem e há muitas famílias de pais solteiros", disse Edano. "Eles não notam estes fatos?", completou.

De acordo com uma pesquisa de 2016 do governo, 40% dos japoneses afirmam concordar com a ideia de que "as mulheres devem cuidar da casa enquanto os homens trabalham fora".

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