Violência contra a mulher

Harvey Weinstein está em liberdade após pagar fiança de US$ 1 milhão

 Kevin Hagen/Getty Images
Harvey Weinstein se entrega à polícia de Nova York Imagem: Kevin Hagen/Getty Images

da AFP, em Nova York

25/05/2018 12h50

O produtor de cinema americano Harvey Weinstein ficou em liberdade nesta sexta-feira depois de pagar uma fiança de um milhão de dólares e aceitar usar uma pulseira eletrônica com GPS, depois de ser indiciado por um tribunal de Nova York por um estupro e uma agressão sexual.

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Depois de se apresentar à polícia durante a manhã e ficar preso, o ex-magnata de Hollywood foi indiciado pelos crimes de estupro e agressão sexual em dois fatos separados, um ocorrido em 2004 e o outro em 2013, informou a Procuradoria de Manhattan.

Entenda o caso

As identidades das duas mulheres envolvidas nas acusações contra Weinstein não foram divulgadas.

Quase oito meses depois de sua carreira afundar devido a centenas de acusações de agressão e assédio sexual, que deflagraram o movimento global #MeToo, Weinstein foi obrigado a pagar uma fiança de um milhão de dólares e a usar uma pulseira eletrônica com GPS para ficar em liberdade à espera do julgamento.

Outrora uma das personalidades mais influentes de Hollywood e cujos filmes ganharam dezenas de Oscars, Weinstein "se declarará inocente", disse seu advogado, Ben Brafman, à imprensa ao sair do tribunal.

"Temos a intenção de agir rapidamente para desconsiderar essas acusações. Acreditamos que têm falhas constitucionais. Acreditamos que não estão respaldadas por evidências", acrescentou Brafman, em frente ao tribunal de Manhattan, onde Weinstein compareceu brevemente para que as condições de sua fiança fossem estabelecidas.

Essas são as primeiras acusações criminais contra o magnata de 66 anos, que foi recebido por fotógrafos e câmeras de televisão em sua chegada à delegacia de polícia, na qual entrou sem dar declarações.

O produtor, que não havia aparecido publicamente após as primeiras revelações, em outubro, das agressões sexuais que teria cometido, negou até agora ter mantido relações sexuais "não consentidas".

Desde as primeiras revelações contra ele, mais de 100 mulheres, entre as quais estão atrizes como Angelina Jolie, GwynethPaltrow e Rose McGowan afirmaram que ele as assediou, que abusou sexualmente delas, ou as estuprou.

Pelas investigações do jornal "The New York Times" e da revista "New Yorker" - recompensadas com o Prêmio Pulitzer - descobriram que Weinstein usou seu poder para obrigar jovens atrizes, ou aspirantes a atrizes, a realizar suas fantasias sexuais, algumas vezes contando com a ajuda de seus funcionários e comprando o silêncio das vítimas com acordos de confidencialidade.

Um passo até a justiça

O caso levou ao surgimento do poderoso movimento #MeToo, que derrubou centenas de homens poderosos em muitas áreas, começando pelo cinema e pela televisão, mas também no mundo da moda, da música, da alta gastronomia e dos meios de comunicação, por seus crimes sexuais.

Na quinta-feira, o famoso ator Morgan Freeman passou a fazer parte da lista dos acusados, depois que oito mulheres afirmaram que ele as havia assediado sexualmente. Ele apresentou suas desculpas.

O anúncio do processo do produtor, após meses de investigação do promotor de Manhattan, acusado de demorar no caso, foi recebido favoravelmente por várias figuras do movimento #MeToo.

"Assim como muitas vítimas de Weinstein, eu havia perdido a esperança de ver nosso estuprador nos tribunais", declarou a atriz Rose McGowan depois do anúncio feito na quinta-feira à noite.

"Hoje demos um passo até a justiça", acrescentou. "É supercatártico para muitas vítimas", afirmou Tarana Burke, fundadora do #MeToo. "Talvez estejamos assistindo a uma mudança na forma de tratar os casos de violência sexual", completou.

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