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Violência contra a mulher

Ópera Met de NY processa ex-diretor por casos de abuso sexual

Reprodução
O ex-regente do MET James Levine Imagem: Reprodução

da AFP, em Nova York

20/05/2018 13h39

A Ópera Metropolitana de Nova York apresentou um processo contra o maestro e ex-diretor James Levine, na qual detalha sete supostos incidentes de abuso ou assédio sexual descobertos durante uma investigação interna.

Em uma demanda apresentada à Suprema Corte de Nova York, o Met afirma que os casos aconteceram entre 1970 e 1999.

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O documento afirma que o influente maestro utilizou repetidamente "sua reputação e posição de poder para atacar e abusar de artistas".

A prestigiosa ópera exige pelo menos 5,85 milhões em perdas e danos, alegando que Levine provocou "um significativo dano econômico e de reputação" à instituição.

A demanda não menciona as vítimas dos supostos abusos, mas descreve o caso de um músico - que tina apenas 16 anos quando teve o início o alegado abuso em 1986 - supostamente pressionado por Levine para participar em sessões de masturbação mútua, e quem teria pago 50.000 dólares ao longo de vários anos.

Em outro caso, a demanda indica que, quando transportava um cantor para casa após uma audição, Levine trancou as portas do carro e "começou a agarrá-lo e beijá-lo" contra sua vontade. Depois colocou o intérprete em um "prestigioso" programa do Met.

Nove pessoas acuraram, de modo público ou anônimo, o diretor por abuso sexual.

A medida do Met pretende refutar as acusações de Levine em um processo após sua demissão em março. O maestro cita ruptura de contrato e difamação.

Sua demanda exigiu do Met a quantia de 5,8 milhões de dólares de indenização.

Levine nega todas as acusações.

Após 40 anos como diretor do Met, Levine se aposentou oficialmente após a temporada 2015-16 por razões de saúde. Mas continuava como diretor musical honorário e havia retornado diversas vezes para dirigir a orquestra.