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Amamos Beyoncé feminista, mas Madonna ainda é a rainha das grandes causas

Do UOL

13/12/2016 08h24

Sexismo, misoginia e “bullying constante”. Foi assim que Madonna resumiu mais de 30 anos de carreira na última sexta-feira (9), em um discurso ao aceitar o prêmio de Mulher do Ano, no Billboard Women in Music 2016.

A fala da rainha do pop foi um tapa na cara para muitos, e não é exatamente uma surpresa. Longe do sucesso fonográfico de outros tempos, Madonna ganhou concorrência e teve seu reinado ameaçado por uma série de divas (algumas até já foram esquecidas). Mesmo sua relevância como figura feminista, por vezes, é questionada.

Hoje, a principal "rival" no quesito "girl power" é a cantora Beyoncé, que assumiu uma postura mais feminista militante nos últimos álbuns, e recebe justo crédito como musa para uma nova geração de meninas. Seu trabalho é admirável, é claro. Mas a abordagem recente da diva, no entanto, ainda não compete com o que Madonna fez ao longo de sua trajetória.

Ficou em choque? Então veja porquê a coroa ainda é de Madonna.

  • Reprodução/Youtube

    Beyoncé é amorzinho, Madonna é sexo (livre, leve e solto)

    No começo da carreira solo, Beyoncé estava "Crazy in Love" (ou doida de amor, em português) pelo então paquerinha Jay-Z. E o hit "Single Ladies", que pedia um anel de compromisso no dedo. Já Madonna se sentia quase uma virgem e simulava sexo em sua apresentação MTV Music Awards, em 1984, sem medo de ser feliz. E foi só o começo. Alguém esquece o barulho que fez o álbum "Erotica", de 1992?

  • Reprodução/Youtube

    Quebra tuuuudoooo!

    Achou libertador Beyoncé quebrar vidros de carros em "Hold Up", por conta de ciúme? Se a ideia é mostrar poder e independência, talvez essa proposta não seja bem a saída... Que tal dar uma olhadinha nas várias faces da loira e conquistar mais confiança? Da assumidamente interesseira "Material Girl" à mãezona cool da época de "Ray Of Light", inspirado no nascimento da primeira filha, Lourdes Maria.

  • Reprodução/Youtube

    Divas também envelhecem

    Por motivos óbvios, Madonna sai na frente no quesito maturidade. Em seu discurso no Billboard Women, ela disse que no show bizz "envelhecer é um pecado". Aos 58 anos anos, a cantora exibe o título de artista solo com as turnês mais lucrativas da história e nunca perde o pique. Daqui a 23 anos (a diferença de idade entre ela e Beyoncé), conversamos?

  • Reprodução/Youtube

    Dedo na ferida

    No quesito "se é para tomar, tombei", as cantoras não tiveram medo de mexer em vespeiros. Em 1989, Madonna chocou a Igreja Católica ao estrear o clipe de "Like A Prayer", com cenas altamente provocadoras: estigmas, beijo em um santo negro e cruzes em chamas. Recentemente, Beyoncé assumiu a bronca da eterna questão racial nos EUA e não ficou distante do assassinato de negros por policiais brancos em "Formation", o que é louvável. Madonna, no entanto, saiu na frente com o discurso de sexta-feira (9), e aponta diretamente para o futuro dos EUA sob a presidência de Donald Trump: "Hillary Clinton perdeu a eleição e é muito importante que eu me imponha e fale sobre a importância das mulheres e de seu empoderamento".

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