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8 sinais de que você não sabe fazer (boas) compras

Claudia Dias

Colaboração para UOL

24/07/2017 04h00

"Bom comprador" deveria ser uma dessas qualidades que a gente destaca no currículo, no perfil de rede social e até no cartão de visitas. Vamos combinar: fazer um bom negócio é praticamente um dom.

Podemos até crer que nossas compras são sempre certeiras. Mas é só parar um pouquinho para descobrir o quanto deslizamos nos gastos do dia a dia. Para ajudar na tarefa, listamos 8 situações em que é fácil errar a mão:

  • Reprodução

    Acreditar demais nas fotos dos produtos

    É difícil se controlar nos sites de compras chineses, com peças incríveis e bem mais em conta que em qualquer liquidação. Mas o barato pode sair caro: muitas vezes as imagens lindas não coincidem com a realidade. "Comprei calçado. Demorou uma eternidade para chegar e, quando veio, não tinha nada a ver com a foto. Nunca mais comprei lá!", comenta o designer Eduardo Mendes.

  • Não controlar o impulso ao ver uma propaganda

    A tentação diante das tantas vantagens apresentadas na TV se torna tão forte que sacar o cartão de crédito e adquirir alguma "maravilha" é questão de minutos. "Comprei um daqueles equipamentos para fazer suco. Vi a propaganda e alucinei. Pensei: 'Nossa, vou fazer muuuito suco!'. Resumo: ele está só pegando poeira na despensa", admite a artista plástica Silvana Lopes, que ainda comprou um grill e uma sanduicheira.

  • Não ler todas as informações

    Ter preguiça de ler todos os detalhes é sinônimo de roubada. "Me apaixonei por um vestido em um site chinês. Ok, as modelos eram asiáticas, mas encomendei o tamanho G, que é o meu, achando que seria proporcional. Nem olhei as medidas na descrição. Quando recebi, mais parecia uma blusa tamanho P, daquelas beeem apertadas", ri a empreendedora Gláucia de Oliveira.

  • Não se conter em uma liquidação

    Todo mundo AMA uma liquidação. O problema é comprar o que não precisa ou não tem nada a ver com seu estilo. "Sempre caía naquela de comprar uma calça azul turquesa de uma marca famosa, que estava superbarata, e depois via que não combinava com quase nada do que eu tinha", reconhece a blogueira Nívea Salgado. Lição aprendida: hoje ela só compra peças que combinam com tudo.

  • Esquecer que entregas nem sempre chegam a tempo

    A compra pode virar enxaqueca se você ignorar que uma série de fatores pode influenciar a logística, principalmente em períodos de festas e recessos. "Escolhi uma empresa que traz as coisas de fora do País. O boneco que era pra ser presente de Natal chegou pouco antes da Páscoa", lembra o videomaker Mako Abe, que ganhou um pendrive como brinde para "compensar" o atraso.

  • Comprar peças muito parecidas

    Quando alguém gosta muito de uma cor ou de um sabor, é complicado adquirir qualquer coisa que não esteja associada a essas preferências. Mas entrar no automático e optar sempre pelo mesmo pode não dar muito certo. "Cheguei a comprar uma peça repetida porque simplesmente tinha esquecido que tinha uma igualzinha. E sem ter usado a primeira", assume a analista de relacionamento Cristina Nasciben.

  • Não saber dizer "não"

    A família da empresária Cristina Gomez foi convidada a responder a uma pesquisa -- eles ganhariam um jantar e uma pernoite em hotel. "No final, ofereceram preço e condições 'maravilhosas' que só valeriam para fechamento na hora. Pareceu uma coisa tão boa que a gente ia ser burro de não fechar, de dizer 'não'", relata. O arrependimento veio logo, com o uso, pelo serviço não ser tão fácil nem tão vantajoso.

  • Não converter

    Calcule os valores antes de pirar nas lojas gringas, para não chorar quando chegar a fatura do cartão. Quando planejou ir a Londres, a consultora Cilene Dias incluiu uma visita à mais conhecida fast-fashion inglesa. "Surtei com aqueles preços que pareciam tão baratinhos. Lotei várias sacolas com peças diferentonas", recorda-se. Cinco anos depois, conta nos dedos de uma mão as vezes em que usou vários dos itens.

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