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Carioca de 10 anos faz acessórios divertidos que são sucesso no Instagram

Arquivo pessoal
Márcio Júnior começou a desenvolver as peças para comprar um videogame, mas já faz planos maiores Imagem: Arquivo pessoal

Mariana Gonzalez

Da Universa, em São Paulo

2019-04-21T04:00:00

21/04/2019 04h00

Brigadeiro, coxinha, emojis e personagens de videogame: tudo isso vira bijuteria (e faz sucesso!) nas mãos de Márcio Júnior, um garotinho de 10 anos que vive na Vila da Penha, na zona norte no Rio de Janeiro.

Há quase um ano, ele decidiu começar a pendurar blocos de montar em cordões e vender para os amigos da escola: "No primeiro dia, ele vendeu um e voltou com uma encomenda, no segundo dia ele tinha duas encomendas e, no terceiro, já tinha oito meninos aqui em casa querendo colares". Logo, a "brincadeira" virou a marca MJ Bricks, que tem uma lojinha no Instagram, um espaço físico e até encomenda de celebridade.

"Eu comecei porque queria comprar um videogame e minha mãe não tinha dinheiro", disse Márcio à Universa. "Primeiro usei os blocos de montar que eu tinha em casa."

Desde então, o menino desenvolveu novas técnicas: com biscuit, blocos de montar e perler beads -- pinos coloridos, em forma de canudinhos, usados para compor figuras. Feitos com a ajuda da mãe, a diarista Myrian Lucy, de 42 anos, os pingentes vão parar nas correntes e nos pendentes dos brincos.

"As que mais saem são as peças com personagens. Recentemente, o pessoal tem gostado muito dos brincos de coxinha e brigadeiro", conta Myrian.

As peças custam entre R$ 3 e R$ 22. Nas redes sociais, Márcio anuncia as novidades em parceria com influenciadoras mirins -- a maioria delas, meninas negras.

Em março, um colar seu -- com uma vitrola e um disco de vinil feitos de blocos de montar como pingente -- foi parar no pescoço da cantora Adriana Calcanhoto.

"Não sabemos como ela conheceu a marca, mas recebemos uma encomenda pelas redes sociais de uma pessoa, dizendo que era em nome dela", lembra a mãe de Márcio.

Futuro

Dos R$ 2,7 mil necessários para comprar o videogame -- aquele "com dois controles e quatro jogos, para jogar com a minha irmã" --, Márcio Júnior já reuniu um terço: R$ 904.

Segundo sua mãe, todo o dinheiro das vendas vai para um cofrinho e, dali, a dupla só tira o necessário para comprar mais material e fazer novas peças.

"Quando eu conseguir comprar o videogame, vou continuar juntando para comprar equipamento de DJ", planeja. O motivo: Quer seguir a mesma carreira de seu ídolo, Alok.

Trabalhar com moda e fazer a marca crescer, no entanto, não está fora dos planos: "Meu maior sonho é que a MJ Bricks cresça bastante e vá parar em shopping, tenha várias lojas".

Veja mais peças desenvolvidas por Márcio para a MJ Bricks: