RETROSPECTIVA

Pelo que as mulheres protestaram em 2018

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Ao redor do mundo, mulheres protestaram neste ano por mais direitos e menos violência. Aborto e política foram algumas das pautas que nos levaram às ruas

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Estados Unidos

JANEIRO

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Após as denúncias de abuso sexual contra o produtor Harvey Weinstein, profissionais de Hollywood criaram o manifesto Time's Up pelo fim dos assédios na indústria do entretenimento

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As marcas do protesto aconteceram no Globo de Ouro, com todas as atrizes de preto e o discurso poderoso da apresentadora Oprah Winfrey

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Maio

CHILE

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Estudantes ocuparam cerca de 20 universidades e escolas do país pedindo a criação de um canal de atendimento a vítimas de assédio e estupro ocorridos nesses espaços. Também foram às ruas pedir uma educação sem machismo. As manifestações se estenderam até julho

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Coreia do Sul

JUNHO

No maior protesto feminino do país, 22 mil coreanas pediram o fim das câmeras de segurança instaladas em banheiros. As imagens eram usadas para fins pornográficos. Em setembro, o governo anunciou uma ação: diariamente, equipes de segurança checam se há filmadoras em banheiros públicos -- e as retiram, caso encontrem

Argentina

JUNHO/JULHO/AGOSTO

Milhares de argentinas foram às ruas pedir a descriminalização do aborto. Nesta imagem, elas comemoram quando a proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados, em julho. Porém, um mês depois, o Senado barrou o projeto

Continuarei lutando. Ninguém pode parar um impulso que vem do povo e, especialmente, de novas gerações

Victoria Donda Pérez
Deputada voz das manifestações, que foram marcadas pelos lenços verdes usados pelas mulheres
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África do Sul

AGOSTO

Mulheres organizaram 20 protestos pelo país para pressionar o governo a combater a violência de gênero. Elas tinham o slogan my body, not your crime scene (meu corpo, não a cena do seu crime)

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Brasil

SETEMBRO

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Manifestações do #EleNão foram realizadas em 160 cidades do país e também no exterior pedindo que os brasileiros não votassem no então candidato à presidência Jair Bolsonaro -- que terminou eleito com 55,1% dos votos. Em SP, onde houve a maior das passeatas, a estimativa de participação, segundo as organizadoras, foi de 500 mil pessoas

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Israel

DEZEMBRO

20 mil pessoas foram às ruas durante uma greve que pedia mais ações do governo e da polícia no combate à violência contra mulheres. As manifestantes lembraram 25 vítimas de feminicídio ocorridos no país em 2018. Na praça Rabin, na capital Tel Aviv, foram colocados 200 pares de sapatos vermelhos, simbolizando o sangue das vítimas, para marcar a manifestação

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Publicado em 30 de dezembro de 2018.

Reportagem: Camila Brandalise

Edição: Bia Sant'Anna

Edição de Arte: Brunna Mancuso e Mariana Romani

Ilustrações: Larissa Ribeiro