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Dalai Lama diz que sabia de abusos de mestres denunciados no #MeTooGuru

Da Universa, com agências

17/09/2018 09h47

Inspirado no movimento #MeToo, que denunciou abusos em Hollywood, vítimas de assédios e estupros por mestres budistas estão expondo suas histórias sob a hashtag #MeTooGuru.

Em resposta às crescentes denúncias, na última sexta, o líder religioso Dalai Lama fez uma visita de quatro dias à Holanda e, a pedido de 12 das denunciantes, comentou os abusos e afirmou que já sabia de casos havia anos. "Já sabia dessas cosas, nada novo", declarou no sábado (15) à noite à televisão pública holandesa NOS. 

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Durante uma conferência de líderes budistas ocidentais em 1993 em Dharamsala, uma cidade do norte da Índia, "alguém mencionou um problema de alegações sexuais", afirmou em uma entrevista em inglês.

No encontro, que teve duração de apenas 20 minutos, quatro vítimas - três holandesas e uma belga - relataram com detalhes, revelando nomes e sobrenomes, os abusos sexuais sofridos e que tiveram como autores professores budistas de diferentes países.

"Encontramos refúgio no budismo com uma mente e um coração abertos até que nos violaram em seu nome", denunciaram as vítimas na petição, que recebeu mais de mil assinaturas.

"Foi um encontro muito complicado. É muito difícil falar com ele e deixar claro o que se pensa. Vive em sua própria bolha e não é fácil falar sobre abusos sexuais de um ponto de vista budista, mas ao final cedeu e foi mais receptivo", explicou à Agência Efe uma das testemunhas dos abusos, Oane Bijlsma.

(*Com AFP e EFE)