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Nada de cirurgia! 5 vezes em que a ciência te ajuda a sair bem na selfie

Getty Images
Imagem: Getty Images

da Universa

03/04/2018 04h00

A febre das selfies tem levado aos consultórios de cirurgia estética uma nova demanda. Nos EUA, uma pesquisa da Academia Americana de Cirurgia Facial e Cirurgiões Reconstrutivos mostrou que “sair linda nas fotos” foi o motivo principal para as 55% das intervenções de 2017. No Brasil, ainda não há números oficiais, mas especialistas, apesar de reprovarem, já notam o impacto do autorretrato como uma realidade nacional.

A verdade é que a selfie nem sempre faz jus aos traços faciais. A proximidade da câmera, por exemplo, provoca nítidas distorções. Resultado: mesmo quem entra na faca pode continuar insatisfeito na hora da foto. Mas então onde estaria a solução? Na ciência.

A seguir, listamos 5 dicas simples que vão te deixar satisfeita na hora do clique!

1. Atenção à distância!

Um estudo realizado pela Rutgers New Jersey Medial School constatou que uma foto tirada a 30 centímetros do rosto faz a base do nariz parecer 30% mais larga e a ponta 7% maior. O material publicado na revista médica JAMA Plastic Surgery diz que, para que as características não sejam distorcidas, o retrato deve ser tirado a uma distância de 1,5 m.

2. O ângulo importa -- e muito!

Lembra das aulas de geometria? Pois bem, elas serão úteis neste momento. Considerando que tudo o que se aproxima da lente é distorcido, na hora do clique é preciso posicionar bem o rosto para destacar o que se quer ou equilibrar as proporções. Para uma melhor harmonia, gire o rosto até que a lateral alcance um ângulo de 10% a 15% em relação à tela do smartphone. É matemática pura!

3. Alinhe o rosto

Para tirar o foco do nariz, que é o desagrado mais comum, a dica é alinhá-lo à orelha, deixando a bochecha na posição central da foto. Imagine uma linha horizontal em que nariz e orelha passem por ela. Essa é a posição mais adequada para dar destaque à maçã do rosto e aos olhos.

4. Existe um lado mais bonito

Pesquisadores da Universidade de Wake Forest, nos EUA, analisaram retratos de 10 homens e 10 mulheres tirados de ambos os perfis. Na avaliação de 200 voluntários, as imagens que exibiam o lado esquerdo dos rostos eram mais agradáveis, porque a bochecha esquerda é mais expressiva. É aí que entra a neurociência. O hemisfério direito do cérebro é responsável pelo lado emocional. Só que ele controla o lado oposto do corpo. Ou seja, a bochecha esquerda tende a receber uma carga maior de emoção.

5. Olhe para cima (na maioria das vezes)

Posicionar as câmeras na altura dos olhos também é um ótimo recurso. Um estudo alemão de 2017 confirma. Pesquisadores pediram a 172 pessoas que classificassem entre atraente, útil, simpático e inteligente 14 rostos filmados em diferentes ângulos 3D. Todos os momentos filmados em um ângulo de 30 graus acima do rosto foram bem classificados como atraentes.